quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Dom Quixote, leitura que se renova

Sempre trabalho com a leitura de D. Quixote no 7° ano. A obra, por questões diversas, que leio com a garotada é uma adaptação. Quando ano após ano retorno ao livro máximo de Cervantes e da literatura espanhola, há certamente uma nova experiência à minha espera.
          Ontem iniciei com os alunos a leitura das aventuras desse louco sensato cavaleiro. Discussões iniciais sobre o romance já compensaram bastante o trabalho.
          Inicialmente, as proezas vividas por Quixote e seu fiel Sancho Pança já nos provocam uma reflexão aparentemente simples, mas reveladora de uma complexidade enorme. É fácil separar o real da fantasia? Devemos ter fantasias? Quais delas nos servem? Quais delas são moinhos de vento que nos desafiam hoje e ontem?
          Ler continua sendo, há tempos, uma forma prazerosa e muito construtiva a nossas inúmeras caminhadas. Os abruptos e suaves caminhos podem ser trilhados ao lombo do Rocinante quixotesco ou do asno paciente de Sancho. Quem escolhe é o leitor.
          Muito nos promete a leitura dessa adaptação de D. Quixote. Meu entusiasmo para reler o livro não é diferente da primeira vez que li a obra. Para mim, é uma eterna revelação o Quixote.
          Avancemos já contra os gigantes moinhos de vento tão diversos e presentes aqui fora!
Vitor Miranda

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